Folhas vão sopradas pelo vento
Varrendo o chão lá vão se arrastando
Como caminhos perdidos no Tempo
Que as folhas vão consigo levando
Como pensamentos de um livro arrancados
Esborrachados e não consentidos
Lembranças vivas de tempos passados
Coisas esquecidas no mundo dos vivos
Pelas ruas lá vão empurradas
Sendo espremidas umas nas outras
Folhas caidas de árvores mortas
Como folhas lidas de antigas vitórias
Vidas ceifadas num sopro de vento
Folhas doiradas que o chão vão juncando
Folhas que as árvores tristes vão largando
Como se de mágoa estivessem chorando
sábado, 8 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Falta de sistema - Servidor desligado
Olho em meu redor espantada
Quando vejo que ninguém faz nada
De forma programada
A mão-de-obra mecanizada
De repente foi transformada
Uma falha da tecnologia
Transformou tudo como por magia
Os autómatos humanos de repente
Passaram a agir como gente
Pequenas conversas e riso soam no ar
Aqui e além alguém sai para fumar
Outros que nem tempo queriam perder
Para comer ou beber
Aproveitando a pausa bebem um café
Uns sentados e outros de pé
Distraidamente alguns folheiam uma revista
E comentam a vida de algum artista
Mas e breve o sistema informático
Fica de novo operacional
E logo tudo
Volta ao estado normal
Os autómatos humanos
Voltam a olhar de forma vitrea
Inumana,irreal,aérea
os scanners...
Quando vejo que ninguém faz nada
De forma programada
A mão-de-obra mecanizada
De repente foi transformada
Uma falha da tecnologia
Transformou tudo como por magia
Os autómatos humanos de repente
Passaram a agir como gente
Pequenas conversas e riso soam no ar
Aqui e além alguém sai para fumar
Outros que nem tempo queriam perder
Para comer ou beber
Aproveitando a pausa bebem um café
Uns sentados e outros de pé
Distraidamente alguns folheiam uma revista
E comentam a vida de algum artista
Mas e breve o sistema informático
Fica de novo operacional
E logo tudo
Volta ao estado normal
Os autómatos humanos
Voltam a olhar de forma vitrea
Inumana,irreal,aérea
os scanners...
domingo, 16 de janeiro de 2011
Tempo
O unico item que nem o mais rico dos homens pode comprar
Não há Tempo pra vender nem ha Tempo para dar
Não pensem que têm Tempo a sobrar
Pois nem sequer têm tempo para por Tempo trocar
Mas perdem tanto tempo a tentar negociar
O pouco Tempo que têm a passar neste lugar
O Tempo pergunta ao Tempo
Quanto tempo o Tempo tem
O Tempo responde ao Tempo:
-Não tenho tempo para ninguém
Onde encontramos o Tempo? Não é fácil de encontrar
Há quem diga que é um Velho numa montanha a descansar
Com uma clepsidra ao lado que está sempre a pingar
Outros dizem que o Tempo nunca pára num lugar
Mas há um sítio certo onde o podemos encontrar
Junto à Hora de Partir ou à Hora de Chegar
Ambas conhecem-no bem e sabem que é Tempo...
Não há Tempo pra vender nem ha Tempo para dar
Não pensem que têm Tempo a sobrar
Pois nem sequer têm tempo para por Tempo trocar
Mas perdem tanto tempo a tentar negociar
O pouco Tempo que têm a passar neste lugar
O Tempo pergunta ao Tempo
Quanto tempo o Tempo tem
O Tempo responde ao Tempo:
-Não tenho tempo para ninguém
Onde encontramos o Tempo? Não é fácil de encontrar
Há quem diga que é um Velho numa montanha a descansar
Com uma clepsidra ao lado que está sempre a pingar
Outros dizem que o Tempo nunca pára num lugar
Mas há um sítio certo onde o podemos encontrar
Junto à Hora de Partir ou à Hora de Chegar
Ambas conhecem-no bem e sabem que é Tempo...
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Fadinha
Pequena flor,botão rosado
Doce princesa
Num castelo encantado
Brilhante estrela
Que meus sonhos iluminaste
Doce filhita
Que meu coração conquistaste
Desde o dia em que surgiste
Tão pequenina e indefesa
Quando os olhos abriste
Tudo olhaste com candura espantada
Como se pesquisasses o mundo
Sem teres noção de nada
Só então choraste
Como quem fica revoltada
Mas devagar sossegaste
Ao sentires-te abraçada
Fadinha pequena
Com o teu Condão
A esta Fada crescida
Acalmas o coração
Doce princesa
Num castelo encantado
Brilhante estrela
Que meus sonhos iluminaste
Doce filhita
Que meu coração conquistaste
Desde o dia em que surgiste
Tão pequenina e indefesa
Quando os olhos abriste
Tudo olhaste com candura espantada
Como se pesquisasses o mundo
Sem teres noção de nada
Só então choraste
Como quem fica revoltada
Mas devagar sossegaste
Ao sentires-te abraçada
Fadinha pequena
Com o teu Condão
A esta Fada crescida
Acalmas o coração
quinta-feira, 15 de abril de 2010
SE PARTIRES
Se os olhos fechares
E para sempre partires
Se de mim não te despedires
Não chorarei
Se o teu breve sopro de ar
Para sempre extinto ficar
E no meu nunca se cruzar
Nada direi
Se os teus luminosos dias
Escurecerem no firmamento
E a quem tu sorrias
Já não te puder dar alento
Não gritarei em tormento
Não gritarei em tormento
Por não te poder abraçar
Não falarei do sofrimento
De não te poder mais falar
Não chorarei em lamento
Da dor que sentir ao chorar
Não há deserto na terra
Que suporte o mar do meu pranto
Não existe palavra
Que exprima o sofrimento
Não há grito nem canção
Que diga a dor do coração
Por isso se partires
E de mim não te despedires
Não chorarei
Nada direi....
E para sempre partires
Se de mim não te despedires
Não chorarei
Se o teu breve sopro de ar
Para sempre extinto ficar
E no meu nunca se cruzar
Nada direi
Se os teus luminosos dias
Escurecerem no firmamento
E a quem tu sorrias
Já não te puder dar alento
Não gritarei em tormento
Não gritarei em tormento
Por não te poder abraçar
Não falarei do sofrimento
De não te poder mais falar
Não chorarei em lamento
Da dor que sentir ao chorar
Não há deserto na terra
Que suporte o mar do meu pranto
Não existe palavra
Que exprima o sofrimento
Não há grito nem canção
Que diga a dor do coração
Por isso se partires
E de mim não te despedires
Não chorarei
Nada direi....
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Introspecção
Quem és tu?
Tu,que te vês ao espelho todos os dias
Que pensas no destino,nas ironias
No mundo que gira em teu redor
Mas que ignora sempre a tua dor
Que és tu?
Que te julgas gente
Mas que és julgada como coisa
Que te revoltas de repente
Mas não tens quem te oiça
Que te debates na duvida
E te lamentas na solidão
Mas não tens uma ajuda
Alguém que te estenda a mão
Para me tentar conhecer
Olho o espelho para me ver
Mas nem a mim mesma me vejo
Como posso então responder?
Esqueço tudo e saio
Deixo a vida simplesmente correr
E por entre a gente revolta
Que caminha na calçada
Vou passando absorta
Sem que ninguém dê por nada....
Tu,que te vês ao espelho todos os dias
Que pensas no destino,nas ironias
No mundo que gira em teu redor
Mas que ignora sempre a tua dor
Que és tu?
Que te julgas gente
Mas que és julgada como coisa
Que te revoltas de repente
Mas não tens quem te oiça
Que te debates na duvida
E te lamentas na solidão
Mas não tens uma ajuda
Alguém que te estenda a mão
Para me tentar conhecer
Olho o espelho para me ver
Mas nem a mim mesma me vejo
Como posso então responder?
Esqueço tudo e saio
Deixo a vida simplesmente correr
E por entre a gente revolta
Que caminha na calçada
Vou passando absorta
Sem que ninguém dê por nada....
domingo, 10 de janeiro de 2010
AMIGO AUSENTE...
Tu foste a folha de acer
Que nasceu já com sabedoria
Com uma luta por vencer
O viver de cada dia...
Tu foste a folha amarela
Que já nasceu com cor defunta
Que lutou contra gélido vento
E a geada mais profunda
Dizias que eras dragão de komodo
Com veneno para toda a gente
O unico veneno que veio de repente
Foi o ficares para sempre ausente
Tu foste a folha de acer
De castanho-vermelho colorida
Cor que noutras folhas
Indicam o fim da vida....
Encontravas folhas dessas
Pelos caminhos caidas
Pelo Outono cortadas
Pelo Inverno suprimidas
Foste também flor de cerejeira
Em jardins orientais
Onde sonhavas ir um dia
E agora nunca vais
Não te quero esquecer
Contigo vou sempre ficar
Continuarás a viver
Enquanto eu te recordar....
(dedicada ao meu amigo Wellsdark)
Que nasceu já com sabedoria
Com uma luta por vencer
O viver de cada dia...
Tu foste a folha amarela
Que já nasceu com cor defunta
Que lutou contra gélido vento
E a geada mais profunda
Dizias que eras dragão de komodo
Com veneno para toda a gente
O unico veneno que veio de repente
Foi o ficares para sempre ausente
Tu foste a folha de acer
De castanho-vermelho colorida
Cor que noutras folhas
Indicam o fim da vida....
Encontravas folhas dessas
Pelos caminhos caidas
Pelo Outono cortadas
Pelo Inverno suprimidas
Foste também flor de cerejeira
Em jardins orientais
Onde sonhavas ir um dia
E agora nunca vais
Não te quero esquecer
Contigo vou sempre ficar
Continuarás a viver
Enquanto eu te recordar....
(dedicada ao meu amigo Wellsdark)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Força de viver
Num vazio de espaço
Sem forma e sem vontade
Encaro a realidade
Com olhar gasto e baço
A seiva da vida gelada
Nos braços da escuridão
Mantêm a boca fechada
Selam toda a ilusão
Rebelia,baldo esforço
Reage contra o veneno
Que paraliza o corpo
E faz tudo tão pequeno
Sinto ansia de algo
Sinto ansia de luz
Sinto ansia de beber d'um trago
Tudo o que a Vida produz
Mas as forças estão caladas
A alma sem forças,caída
Alegrias outrora amadas
Esgotaram a sua vida
Para sempre encerrada
Numa gaiola de gelo
Espero a Madrugada
Que foge ao meu apelo...
Sem forma e sem vontade
Encaro a realidade
Com olhar gasto e baço
A seiva da vida gelada
Nos braços da escuridão
Mantêm a boca fechada
Selam toda a ilusão
Rebelia,baldo esforço
Reage contra o veneno
Que paraliza o corpo
E faz tudo tão pequeno
Sinto ansia de algo
Sinto ansia de luz
Sinto ansia de beber d'um trago
Tudo o que a Vida produz
Mas as forças estão caladas
A alma sem forças,caída
Alegrias outrora amadas
Esgotaram a sua vida
Para sempre encerrada
Numa gaiola de gelo
Espero a Madrugada
Que foge ao meu apelo...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Fada
Eu quero ser fada
Com asas de fantasia
num reino de ilusão
onde só haja alegria
Eu quero ser fada
para afastar a solidão
que infesta torpemente
a alma e o coração
Ser luz do sol e ser luar
Ser primavera a despertar
Ser quente verão para amar
até o frio inverno chegar
Eu quero ser fada
mas nunca o serei
sou só a mendiga
à porta do rei
Se me deixares entrar
Então fada serei
Pois a quem me amar
Assim parecerei
Máscaras
Vivemos de ilusões perdidas
Palavras esquecidas
Emoções escondidas
Realidades Distorcidas
Brincamos com pensamentos
Ensaiamos conhecimentos
Escondendo os tormentos
Dos nossos sentimentos
Levantamos escudos
Colocamos armaduras
Erguemos altos muros
Que defendam da amargura
Fugimos do amor
Receando a dor
Refazemos com ardor
Máscaras sem cor
Todos os dias sorrimos
Fingimos,mentimos
Dissimulamos o medo
Como se fosse um segredo
Que não pode ser revelado
Que tem de se manter fechado
Neste mundo de máscaras
Cheio de falsidade
Em que as aparências
São as nossas verdades
Em que as aparências são a nossa verdade
Palavras esquecidas
Emoções escondidas
Realidades Distorcidas
Brincamos com pensamentos
Ensaiamos conhecimentos
Escondendo os tormentos
Dos nossos sentimentos
Levantamos escudos
Colocamos armaduras
Erguemos altos muros
Que defendam da amargura
Fugimos do amor
Receando a dor
Refazemos com ardor
Máscaras sem cor
Todos os dias sorrimos
Fingimos,mentimos
Dissimulamos o medo
Como se fosse um segredo
Que não pode ser revelado
Que tem de se manter fechado
Neste mundo de máscaras
Cheio de falsidade
Em que as aparências
São as nossas verdades
Em que as aparências são a nossa verdade
sábado, 30 de maio de 2009
VIDA LISBOETA
Amo a vida
Amo o sentido de existir
Poder sentir
Pulsar o coração
Todo o dia renascida
Olhar até ao horizonte
Onde uma curva serve de ponte
Ao meu sentido de navegação
Adoro sentir bem forte
O cheiro da erva molhada
Ouvir passos na calçada
E o burburinho da multidão
Ver janelas brilhando ao sol
Olhar o Tejo ,ver ao longe o farol
Sentir o vento passar
Carregado de perfumes a café e mar
Um frémito percorre o meu ser
Quero mergulhar no torvelinho humano
Fazer parte, viver
Num frenesim urbano
Olhar para a frente , esperançada
Olhar para trás e já não ver nada
O que doeu, o que sofri
Já não me lembro, já me esqueci.
Amo a vida
Amo o sentido de existir
Poder sentir
Pulsar o coração
Todo o dia renascida
Olhar até ao horizonte
Onde uma curva serve de ponte
Ao meu sentido de navegação
Adoro sentir bem forte
O cheiro da erva molhada
Ouvir passos na calçada
E o burburinho da multidão
Ver janelas brilhando ao sol
Olhar o Tejo ,ver ao longe o farol
Sentir o vento passar
Carregado de perfumes a café e mar
Um frémito percorre o meu ser
Quero mergulhar no torvelinho humano
Fazer parte, viver
Num frenesim urbano
Olhar para a frente , esperançada
Olhar para trás e já não ver nada
O que doeu, o que sofri
Já não me lembro, já me esqueci.
SONHOS
Sonhos são nuvens
Vagueiam no céu , desfazem-se em água
Lavam a mágoa
Causada pelo desdém
À indiferença enfrentam selvagens
Afoitos, amparados
Sempre reconfortados
Nos sonhos de alguém
Se sonhar é tão fácil
Como ousam dizer
Porquê, então, querer
Escolha mais razoável?
A razão surge da mente
O sonho vem do coração
Apesar de caber na palma da mão
Não há mundo que o sustente.
Sonhos são nuvens
Vagueiam no céu , desfazem-se em água
Lavam a mágoa
Causada pelo desdém
À indiferença enfrentam selvagens
Afoitos, amparados
Sempre reconfortados
Nos sonhos de alguém
Se sonhar é tão fácil
Como ousam dizer
Porquê, então, querer
Escolha mais razoável?
A razão surge da mente
O sonho vem do coração
Apesar de caber na palma da mão
Não há mundo que o sustente.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
