Num vazio de espaço
Sem forma e sem vontade
Encaro a realidade
Com olhar gasto e baço
A seiva da vida gelada
Nos braços da escuridão
Mantêm a boca fechada
Selam toda a ilusão
Rebelia,baldo esforço
Reage contra o veneno
Que paraliza o corpo
E faz tudo tão pequeno
Sinto ansia de algo
Sinto ansia de luz
Sinto ansia de beber d'um trago
Tudo o que a Vida produz
Mas as forças estão caladas
A alma sem forças,caída
Alegrias outrora amadas
Esgotaram a sua vida
Para sempre encerrada
Numa gaiola de gelo
Espero a Madrugada
Que foge ao meu apelo...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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